quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Equilíbrio

É simples voar. Basta pensar em algum instante de saudade que você sai do lugar. É simples sonhar. Os sonhos são sussurros do coração unido de uma força que sequer conhecemos. Fácil mesmo é dançar com o vento, brincar com o tempo. Eles são bobinhos, fáceis de negociar. O difícil é convencermos a nós mesmos que é possível realizar. De nada adianta ver a linha do horizonte se não quisermos avançar. É preciso sede por desafios. Até mesmo o que parece tão estático pode mudar quando sequer imaginamos.
Sob os degraus da escada, as palavras me sinalizavam raiva, o coração perda, a coragem força, a persistência sorte, os olhares esperança. Aqui dentro tudo parece tão perto, tão sincero. Tão diferente do mundo de fora. Às vezes não é o mundo que é cruel, nós que criamos problemas demais. Não vemos o mundo como ele é, mas como ele está desenhado em nós. Um prisma de cores pode ser encontrado em qualquer esquina, basta permitirmos. E feito isso, podemos encontrar amor até na guerra. O mundo pode ser um caos, mas pode ser paz também. Do limbo ao céu, não sabemos qual será nossa casa daqui um tempo, mas podemos construir o lar que queremos aqui, agora. É só fechar os olhos, e acreditar.
"Portas e janelas sempre abertas para a sorte entrar."

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ciclo

Às vezes dói como uma queimadura de fogo. Às vezes lembra um doce, um instante feliz. Tem vez que começa cítrico e com o tempo torna-se suave, ou vice e versa. Mas a regra é sempre morrer e renascer. Um mundo todo se inicia com palavras agradáveis aos ouvidos de quem ouve e na mente mirabolante, histórias são criadas com um enredo completo de ponta a ponta. Tudo pode até ser sincero... e difícil por ser só naquele instante. As palavras voam assim como o vento e fica só solidão, criada pelo nosso coração. Não é culpa de ninguém se não apenas nossa sentir qualquer frêmito no peito. Cada pedaço de chão começa a se dissipar e tudo vira imensidão. O que fica é aquela saudade desgostosa e frustrada andando aos quatro cantos. O que fica são as expectativas, apenas. O que fica são lembranças que cutucam nosso peito, enlouquecem nossa mente. O que fica são as vontades, que nos empurram para frente. Para a morte. E o recomeço outra vez.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Rascunhos

Escrivaninha, lar dos papeis, dos lápis e de toda sujeira de borracha também. O trabalho é árduo, são horas de concentração sob algo que eu sei que será amassado, algo que ainda tem de ser repensado. A luz, fatigando às agulhadas meus olhos, abraçam-me também como colo de mãe que busca oferecer todo conforto para a sua pequena cria. Por vezes são luas desenhadas em suas variadas fases, as estrelas acompanham formando a banda que embala meu sono. Ultimamente tem sido Sois que se espalhavam de canto a canto do papel, trazendo força, energia. Mais uma bolinha no chão, mais uma inspiração. Ao final do dia recolho todos aqueles resquícios de mim, que quando unidos formam um esboço de quem sou. Não, é muito pouco pra tanto. Se me pego sentada de pernas cruzadas, reparo que virei criança e começo a brincar de castelo com aquela imensidão de papeis utilizados. A composição é feita por pequenas partes, sim pequenas, mas cada uma tão especial quanto a outra. Evito olhar para os desenhos rabiscados, alguns já com cor, outros ainda inanimados, mas grande parte deles com os leves fios dourados. Enganadores, pensam que machucam mas fazem carinho, às vezes cócegas. Um erro, ainda que minúsculo, pode estragar todo o trabalho realizado antes, mas nem sempre quer dizer perda, pode ser valor também. Ou luta. Ou guerra. Não sei. Continuo apontando o lápis, limpando a borracha e em meus desenhos continuarei.

sábado, 20 de novembro de 2010

Como o Sol

Eu queria abraçar a todos, transmitir calor, sensação de conforto. Era um brilho aconchegante, que não cabia somente em mim, somente a mim. Queria chegar do inferno ao paraíso em instantes, observar a vida passar. É o que tem de mais belo. Felicidade é uma roupa que veste a alma, lava o corpo, banho de purificação. Segundos de nostalgia, lágrimas se esvaem do coração. Não que a vida seja uma luta, mas um esporte. Temos que praticá-la todo dia pra não perder a forma... a forma de amar, de sorrir, de fazer rir. Todo dia um recomeço, nos desmanchamos até nos refazermos, sempre diferentes e iguais ao mesmo tempo. Por vezes me sinto no outro, mas o outro sempre está em mim. E se descubro que estamos todos ligados é tudo tão mais fácil; Fácil de escrever, difícil de fazer. Escuridão me causa medo só até eu reagir. Me aproximo do Sol, que ainda com toda a sua claridade coloca-me pra dormir. Sonos, sonhos, realidades sem fim. Diálogos com o coração, um tempo pra ele e pra mim. E se sonhar não fosse bom, não seria obrigatório um tempo de nossos dias tão agitados para isso. Somente isso. Talvez seja isso que esteja ausente, um tempo somente pra si.

domingo, 14 de novembro de 2010

Enquanto a vida passava

Acordou tarde, queria ter dormido mais. A noite já estava chegando, ela não sentia prazer algum. Levantou agitada, comeu um pão velho, sentou no sofá e ligou a TV. Deitou e permaneceu mudando de canal por alguns minutos. Nada de interessante, pegou um livro. Leu algumas linhas, não prestou a atenção em uma palavra sequer. Decidiu tomar água. Sem gosto. Preparou um leite. Muito doce. Tomou refrigerante. Já estava farta daquele gás borbulhando em sua garganta. Seguiu então para a janela. Apoiou os cotovelos, sentiu sua barriga enconstar-se à parede fria, como seu coração. Tirou um cigarro do bolso, acendeu-o e tentou admirar a lua cheia daquela noite, mas não via brilho algum. O medo que ela tinha de colocar os pés na rua e enfrentar o mundo ofuscara esse brilho dela. Tanto que ela já não o via em parte alguma. O medo pode nos cegar do que mais queremos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pensando bem...

A gente pensa que pode conseguir tudo
Cuidado!
A gente pensa que não vai dar conta das obrigações,
Pensa errado!
A gente mais pensa que faz,
E a probabilidade disso ser correto é grande.
Enquanto pensamos a vida corre,
Como os carros na cidade de São Paulo.
Quando nos damos conta,
Já apareceram os primeiros fios brancos,
As ruguinhas indesejáveis.
Sentimo-nos cansados,
Não sabemos de quê.
Tampouco lembramos o que fizemos e o que ganhamos.
Lembramo-nos de nossos sonhos,
Que hoje em dia andam ou viraram frustrações.
Vivemos apressados, passos apertados,
Solidões.
Portanto, é preciso calma, respiração:
Ou então passa um caminhão maluco
E leva toda a nossa determinação.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Palavras mudas

Empurrei seu peito com força, minha vontade era de agredí-lo até ele gritar; ao menos alguma coisa sairia de sua boca. Não me respondia, apenas ouvia minhas críticas por horas sem nenhum sinal de interrupção. Não suportei mais, virei as costas, corri e desatei a chorar. Ainda que pudesse ser uma resposta eu não queria o silêncio, eu lhe implorava palavras.

Ele bem que tentou proferir algo, mas faltou-lhe coragem. Ou vergonha na cara.

domingo, 17 de outubro de 2010

Paradoxos

Um coração moderno na pós modernidade
Gera frutos problemáticos.
A solidão é um dos filhos rebeldes
Acompanhado ora pela alienação
Ora pelo desprendimento da realidade.
Não dá certo viver em dois tempos,
Não adianta oprimir as vontades
E o que se faz quando não batem os prazeres?
Enganar o coração com sonhos utópicos já é rotineiro,
Sonhar com o futuro significa inexistência
Vivemos sempre no presente
Sufocante, libertador;
Mas ainda há dúvidas quanto às explicações sobre o amor
Um amor que nasce no ser humano e o faz morrer
Morrer de amor.
E quem não ama ninguém talvez já tenha nascido ausente de vida.
Amar é dor, satisfação.
Um brilho no olhar, um sorriso aberto
Nem mesmo as palavras conseguem descrever.
Único, injusto, inspirador,
O amor não tem época, nem paradigmas
Mas ainda descomplicando o complicado
Encontro-me presa em um cubículo
Sem ar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O desabrochar de uma flor

De início era pequenino como uma flor prestes a nascer. Aos poucos foi tomando espessura, cor, presença. Então foi ganhando espaço entre seus irmãos tornando-se diferente, especial. De um nascimento comum surgira uma beleza majestosa, gostosa de observar. O tempo foi passando e, no entanto ele estava ali, presente, forte e encantador como nunca. Mas ele não era imortal e assim como as folhas caem no outono, suas lembranças foram ficando fracas e doentes em mim. Foi numa tarde de inverno que recebi a notícia: morrera no sono, respirando calmamente. Chorei, senti, mas ainda tinha esperança de vê-lo novamente. A esperança é teimosa e corajosa, mas nem sempre vitoriosa. Presenciei mais uma morte do amor e dali recomecei a contagem para seu renascimento.

domingo, 3 de outubro de 2010

Caminhos

Certa curiosidade tem dado o ar de sua graça dentro de mim.
É tamanha a sua presença que me pego dando risadas quando presto atenção nos caminhos que tenho andado. Caminhos engraçados, caminhos confusos, caminhos congestionados, cheio de gente, em que é necessária uma atenção tremenda para não deixar a oportunidade passar despercebida. Caminhos com a luz de um fim de tarde, com uma tempestade de dar arrepios. Caminhos sem vozes, apenas olhares. Caminhos repletos de dúvidas em que até minha maior certeza não é uma certeza concreta. Caminhos sólidos, flutuantes. E a grande desenhista dessas maluquices sou eu mesma. Ainda assim, por vezes me questiono “Aonde vou parar?”

Esquadros
Ádriana Calcanhoto


Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que não sei o nome.
Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores.(...)
Pela janela do quarto, pela janela do carro,
Pela tela, pela janela,Quem é ela, quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Aula de Português

- Vem aqui, quero te apresentar um lugar super bacana! – Eu disse segurando sua mão.
Ele nada proferiu, confiou em mim um tanto apreensivo. Subimos juntos uma escada que dava para um terraço onde era possível ver as estrelas e o brilho da lua. Próximos à porta, cobri seus olhos com as minhas mãos para que a surpresa pudesse ser maior. Fui guiando seu corpo até ele sentir o vento sob seus cabelos e então permiti que ele abrisse os olhos novamente. Seu olhar denunciava seu encanto e para mim, isso era tudo. Recebi um abraço envergonhado, sincero e finalmente consegui soltar todas as palavras que estavam presas na garganta. Demos risadas juntos, ficamos de mãos dadas deitados no chão permanecendo lá por horas observando a noite.
- Ei, estou falando com você mocinha! Responda a minha pergunta! – Ordenara a professora de português.
Despertei do devaneio, mas por um instante aquilo tudo fora tão real que meu coração estava disparado e eu pedira à professora para repetir a pergunta com um sorriso de canto. Às vezes o sonho é tão real que vira verdade.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Passos

Ouvi passos próximos, corri às pressas para a cama, fingi que dormia apenas para ganhar um beijo na testa. Era tudo o que eu queria aquela noite. Ele entrou vagarosamente, sentou ao meu lado, acariciou meus cabelos e me presenteou com seus lábios no local desejado, confortando meu corpo. Fechou a porta, eu levantei. Fiquei um tempo apenas massageando o local onde tamanho gesto de carinho fora depositado. Em seguida saí à procura de papel e caneta, sentei ao pé da cama e tentava escrever palavras bonitas, mas nada chegava perto da beleza dele. Então, a saída foi procurar algum objeto de inspiração e fui à busca de porta retratos com nossas fotos. Encontrei uma de nós dois abraçados, coloquei ao peito, me emocionei. Voltei para minhas anotações rabiscadas, mas ainda assim nada saía. Fiquei um tanto nervosa acabando por esbarrar em alguma coisa próxima ao meu cotovelo. Não era minha culpa ter nascido desastrada. O tal objeto era um presente que eu havia lhe dado ainda criança, feito com meu próprio esforço, toda minha inocência. Percebi que não era necessário muito para surpreendê-lo, apenas algo verdadeiro. Abri com todo meu cuidado a porta, segui para o banheiro na ponta dos pés. Minha caneta transformara-se na pasta de dente, meu papel no espelho. E não vi a reação dele ao acordar, apenas senti a frase que eu queria ouvir ao despertar pela manhã – “eu também amo você, filha.”

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Faixa de Pedestre

Do outro lado da rua uma mão acenava para mim. Parei, tentei lembrar quem era. De súbito reconheci aquela meiguice em pessoa, Angelina era seu nome. Desde o tempo de colégio não a via, uma saudade começou a martelar meu peito. O farol fechou, atravessei a rua e ela também.
- Oi Fê, quanto tempo! – disse Angelina dando-me um delicioso abraço.

- Oi Na, puxa que saudades!
Por um tempo ficamos assim, abraçadas em meio a faixa de pedestres. As pessoas atravessavam de um lado para o outro deixando conosco certos olhares suspeitos estranhando a situação. Os carros pareciam nossa platéia e nós o espetáculo.
- Ah, é uma pena termos nos encontrado justo aqui. – disse a ela com uma voz um tanto triste.

- É verdade, qualquer dia nos falamos então. – respondeu ela dando-me outro abraço.
- Então tá, se cuida Na.
- Você também Fê.
Viramos para trás, demos mais um aceno e cada uma seguiu em direções opostas caminhando para o encontro de cada destino.
Moral da história: Os caminhos se cruzam quando você menos espera.
Baseado em fatos reais

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Feitos de gestos

Em frente à porta de casa cheguei com o coração na mão. Na verdade eu não queria voltar para lá. Não porque eu não gostava do meu doce lar, mas porque eu queria permanecer sob a companhia deles. Recebi um beijo de cada um no rosto, deixei a marca de meus lábios em cada um também. Um beijo nem sempre fica por ali. Sempre levamos um pouco do remetente dos lábios no corpo e isso ficará marcado em nós. Quando eu dedico um beijo a alguém, desejo deixar um pouco de mim no receptor de meu simples gesto de carinho; Assim como levo um pedacinho de cada um dentro de mim. A quantidade é grande entre beijos dados, roubados e recebidos, mas são apenas aqueles especiais que permanecem na bagagem. O encanto pode nascer aí: de um simples gesto para uma intensidade sem fim.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Acaso

"Nossa que besta esse cara, não se toca que está fazendo um papel de ridículo!" Joana pensava num momento de observação. Ela estava em um bar com os amigos e fumava seu cigarro em uma área reservada quando se deparou com um homem bêbado entre amigos. Não se conformava com tamanha babaquice, desprezo pela vida e pouco senso do ridículo, tudo isso em uma pessoa só.
- Acabei de tirar carta e meu pai me deu de aniversário um mini Cooper. Fiquei puto, eu queria mesmo era um conversível que eu falei pra ele. Mas ele nunca me ouve, vê se pode! - Dizia o rapaz embriagado ao grupo de jovens na mesma situação.
-Ei cara, você não se toca que está fazendo o maior papelão aqui? Se liga, fuma seu cigarro e vai beber até entrar em coma otário! - Disse Joana furiosa interceptando a conversa do grupo.
Todos do grupo pararam, olharam entre si com certo alívio já que não suportavam mais aquele sujeito, temerosos também pelo que poderia acontecer depois.
- Ei, não está lembrado de mim gatinha? - respondeu o rapaz - É o Ricardo da Pucci, a gente ficou lá, peguei seu telefone, mas você nem me atendia.
Joana parou, reparando agora na aparência dele, não havia feito aquilo antes. "Putz, que zica!" pensou ela e saiu andando em direção à pista do centro.
Ela não esperava aquilo, não aquela noite. Mas ela tinha de reconhecer que estaria sujeita a esses encontros a partir do momento em que utilizasse sua boca para um mero desejo. Ela se sentiu ridícula, comum. Lembrou-se do encantamento que sentia quando beijava pela primeira vez alguém especial e só então reparou que há muito tempo não procurava isso nos beijos do acaso. Ficara sem graça para Joana beijar por beijar desde então.
" Alguém precisa parar de mentir e avisar para essas meninas que a vida é uma chacina cotidiana. Que o envelhecimento chega sem que você espere, que o mundo fica repetitivo com o tempo, que as pessoas ficam previsíveis e que sexo fácil é sempre sexo sem amor. Avisem a elas que o amor é raro, difícil, caro, duro de encontrar, morre fácil, porque é sempre mal-adaptado num ambiente mais afeito a baratas do que a seres humanos.
Enfim, que uma das lutas contínuas da civilização é contra a indiferença porque homens e mulheres não são especiais e existem às dúzias por aí, a gargalhadas, como bonecos de cera sem graça." Luiz Felipe Pondé, Jornal Folha de São Paulo, 3 de Maio de 2010.
Um tanto forte, eu sei, mas possui certa verdade. Um beijo, fiquem bem.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pois é!

Depois de tantos prós e contras, depois de pensar tanto (muito mesmo) nessa inauguração, resolvi por fim criar um blog. Na verdade esse é um espaço para todos se sentirem à vontade, podendo expor opiniões, críticas e o que quiserem, aqui pode ser também a casa de vocês. Os posts serão um meio de desabafo da minha visão de mundo. Aceito também dicas, conselhos e tudo o que vier de coração, afinal como já disse aqui é um espaço para vocês se sentirem à vontade.
O “cantarolar da alma”, através de devaneios, simples ou marcantes acontecimentos e tudo que possa trazer as famosas inspirações que fazem “a alma dançar” é um manifesto de amor, de ternura e compaixão, sentimentos que necessitamos muito nos dias de hoje para viver neste mundo maluco.
Hoje deixo com vocês uma breve explicação de um sentimento pouco falado por aí, mas que não deixa de ser tão lindo e importante quanto os outros.
Ótima semana pra vocês e comecem ela sorrindo, o resto a gente enfrenta.
Ternura
ternurater.nu.rasf (terno+ura2) 1 Qualidade de terno. 2 Carinho, meiguice. 3 Afeto brando ou sem grandes transportes.
“É o amor de fazer ou cantar versos e mandar flores, esse amor de doer no peito, de dar saudade, era amor de homem fraco.” Um certo capitão Rodrigo, Érico Veríssimo.
Para mim: é aquele amor que te deixa molenga, morno e com as bochechas ardendo, quando o coração palpita fortemente dando sinal de que está vivo, o sangue corre na velocidade da luz pelas veias, nós sonhamos e flutuamos descontroladamente em meio a devaneios, suspiramos, amamos, amamos.