quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O desabrochar de uma flor

De início era pequenino como uma flor prestes a nascer. Aos poucos foi tomando espessura, cor, presença. Então foi ganhando espaço entre seus irmãos tornando-se diferente, especial. De um nascimento comum surgira uma beleza majestosa, gostosa de observar. O tempo foi passando e, no entanto ele estava ali, presente, forte e encantador como nunca. Mas ele não era imortal e assim como as folhas caem no outono, suas lembranças foram ficando fracas e doentes em mim. Foi numa tarde de inverno que recebi a notícia: morrera no sono, respirando calmamente. Chorei, senti, mas ainda tinha esperança de vê-lo novamente. A esperança é teimosa e corajosa, mas nem sempre vitoriosa. Presenciei mais uma morte do amor e dali recomecei a contagem para seu renascimento.

2 comentários:

  1. aun Jubli. Quero muito te abraçar bem forte.

    ResponderExcluir
  2. Matavelli, você é uma linda. Não sei se sou só eu, mas da pra sentir as suas palavras... É uma coisa estranha, mas gostosa ao mesmo tempo =)

    ResponderExcluir

Obrigada por deixar um pouco de si por aqui!