quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Guerra de travesseiros

Risadas saiam da janela e davam de encontro com os últimos resquícios de raios de sol. Uma garota de camiseta e calcinha, um rapaz vestindo shorts. A tarde abraçava ambos, que conversavam à beira da janela. Apaixonados como passarinhos a cantarolar.
- Ei, que tal... que tal... peraí. - Iniciara o rapaz, deixando uma incógnita do rosto da garota.
Travesseiro no rosto, confusão na cabeça, saliva na fronha e a guerra iniciara. Foram poucos agitados minutos causadores de dor na cabeça, gargalhadas de ambas as partes, frêmito dos orçãos, trânsito nas veias. Tudo ao mesmo tempo exercendo o seu trabalho e o chefe coração coordenando a orquestra. Às vezes era comum o casal encenar uma briga apenas para causar essa movimentação novamente chamada adrenalina. Eles achavam gostoso sentir aquilo, se surpreender com a palpitação da pele, com o suor do rosto. Reinventar era lei naquele lar que o sol aquecia e a lua iluminava. Do lado de fora da janela, as pessoas achavam que eles tinham certo problema conjugal, uma bobeira danada.
Quem não sente de verdade, não sabe o que acontece na realidade.
Às vezes brincavam de piratas, às vezes dançavam música clássica. Ora eram flores de presente, ora caixas de chocolate. Tinham as lágrimas e os leves choques no peito também, que depois se transformavam em energia para começar tudo de novo. Assim eles seguiam cada dia, fazendo o que dava vontade. Mirabolâncias a parte, até que eles se davam bem. E isso não cabia a mais ninguém.

3 comentários:

  1. Jú o texto é encantador como vc!

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  2. desculpa a curiosidade,eu queria saber jú se vc escreve sobre coisas que vc vive? como está historia, ela é real?

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  3. Nos meus pensamentos sim, ela é real. Queria saber se você é real, revele-se :)

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