domingo, 27 de fevereiro de 2011

Um post especial

Sim, é a primeira vez que coloco fotos por aqui. Mas esta eu realmente achei muito especial. Não porque se trata de um fim de tarde em que o céu estava mostrando - mais um vez - seu charme, mas porque eu estava me sentindo como ele no momento da foto. Eu estava rosa por dentro. Como se não existisse problemas, apenas soluções. Eu apenas observei a verdade como ela realmente é! Desejo mais fins de tarde como estes em minha vida. E na sua também. Não só fins de tarde, mas começo de dias, fim de noites, caminhos da vida. E por mais que o dia esteja chuvoso, no meu mundo, meu fim de tarde é assim.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bilhete

Andava em passos lentos, admirando a cidade. Era raro fazer aquilo em dias livres, quem dirá num dia agitado da semana. Mas o Sol pedia, o entardecer e todo o conjunto que se formava em volta também. Prestava atenção em cada detalhe e descobriu que nunca havia reparado no que existia ao seu redor. Alguns detalhes bonitos, outros nem tanto, mas o passeio estava valendo a pena da mesma maneira. Olhou para o chão, um bilhete de loteria. Ocupou então um pouco de seu tempo observando os números, a textura do papel, mas logo sua atenção foi para outro assunto e nem notou quando arremessou o papel no lixo. Ele não era de acreditar em sorte, nem destino, ele não acreditava em nada.
A loteria sorteou os números aquela noite. Exatamente os mesmos arremessados ao lixo.

Muitas vezes jogamos fora nosso bilhete premiado.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Toda ela

Ela era cheia de manias. Desconexas, incessantes, incomparáveis. Mas o conjunto de todas elas resultava numa beleza que fazia das pessoas encantadas. Ela podia negar, mas somente ela conhecia cada pedaço de seu todo.

Somente nós nos conhecemos por completo.
Dormia em forma de meia lua, como se a lua estivesse nela. Era muito bem o que queria. Ou então alguém que completasse aquele espaço formando lua cheia. Suas confusões nos deixavam malucos, por mais. Mais sorrisos, mais aventuras, mais daquela coisa boa. Mais da delícia que era dançar com ela.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Falta

Às vezes eu passava em frente a padaria que tomávamos café. Sentava, pedia o mesmo que toda manhã. Digeria ali sozinha o que antes era observado com amor. Digeria o próprio amor. Às vezes pegava o carro no final de tarde e descia correndo para a praia, para assistir ao pôr do sol. Às vezes eu deitava do meu lado da cama só pra pensar que alguém podia aquecer o outro lado. Tinha vezes que eu até comprava duas escovas de dentes, duas barras de chocolate, dois livros de história. Tudo na tentativa de que alguém pudesse preencher aquele lugar. O às vezes não tinha eficácia alguma, era o coração que não aguentava mais reclamar pela a ausência, era a alma que clamava por novas aventuras. Era o peito, ainda preso que chorava pela chave do cadeado perdida.