terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bilhete

Andava em passos lentos, admirando a cidade. Era raro fazer aquilo em dias livres, quem dirá num dia agitado da semana. Mas o Sol pedia, o entardecer e todo o conjunto que se formava em volta também. Prestava atenção em cada detalhe e descobriu que nunca havia reparado no que existia ao seu redor. Alguns detalhes bonitos, outros nem tanto, mas o passeio estava valendo a pena da mesma maneira. Olhou para o chão, um bilhete de loteria. Ocupou então um pouco de seu tempo observando os números, a textura do papel, mas logo sua atenção foi para outro assunto e nem notou quando arremessou o papel no lixo. Ele não era de acreditar em sorte, nem destino, ele não acreditava em nada.
A loteria sorteou os números aquela noite. Exatamente os mesmos arremessados ao lixo.

Muitas vezes jogamos fora nosso bilhete premiado.

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