quinta-feira, 10 de março de 2011

Quando não há mais ar

Sacadas e ventanias me fazem pensar, em como é bom fazer poesias diante do mar. Mas aquela imensidão de água não tinha sal, era doce, gosto de baunilha. Se lágrimas caem de meus olhos, pensamentos que voam antes de ter asas. Tenho medo de cair do telhado, machucar o corpo mais que o coração já todo ralado. Tudo besteira esse negócio de dificuldade. Elas nascem e florescem dentro de nós. O tempo é solução pra encontrar novos sorrisos quando o seu está em falta. Longos diálogos de madrugada com teu jeito de respirar, diafragma se movendo e te mantendo vivo, perto de mim. Se percebo que te procuro em algum canto, caraminholas da cabeça. É tempo de paz, tempo de correr atrás. De mim. Somente eu nunca vou me abandonar ainda que eu não seja minha melhor companhia. Um toque no nariz, coisa de gente apaixonada, abraços de vontade, um vazio de raro preenchimento. É certo que cada ser é único e insubstituível com seu detalhe impecavelmente belo, parecendo escultura. Mas às vezes dá um medinho das bobeiras que alimentamos. Um medinho bobo que tenta esconder o que sentimos. Que tenta te provar que você não é tudo aquilo. Que tenta te rasgar, pouco a pouco. Até amassarmos a folha e começarmos outra poesia. E ter paciência, descanso pro peito, por tanta luta.

3 comentários:

  1. Eu não sei por que, e isso é meio óbvio, mas sempre que eu leio os seus textos, eles têm a sua cara. Claro, foi você quem escreveu... Mas acho que mesmo que eu não soubesse, eu saberia.
    Lindo Ju

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  2. "Tudo besteira esse negócio de dificuldade. Elas nascem e florescem dentro de nós."

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  3. abraços que preenchem são as melhores coisas da vida!
    estou até precisando de um.

    Adoro alimentar essas sentimentos, adoro o medo de sentir o que realmente sentimos.

    odeio ter que controlar as borboletas que vivem aqui dentro, mas elas vivem nao tem jeito. temos que viver escrevendo a cada dia uma pagina nova de poesias, cabe a nós.

    J.

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