segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os poetas nunca dizem adeus

Girassóis cantam o vento, espalham a cor de sua juventude. Poetas sopram palavras, encantadas que florescem ao anoitecer. Pessoas são sempre diferentes e ainda que semelhantes cada tom tem sua peculiaridade. Não sei se acontecimentos são por acaso, nem se um coração pode pertencer a uma pessoa só. É tanto amor, tanta beleza escondida e esclarecida nas esquinas, é realmente muita festa em cada encontro. Os desencontros, ainda que confusos, vivem nos dizendo alguma mensagem, vale a pena guardar a essência em um frasquinho perdido na areia. E quando a gente acha um olhar que combina com o nosso, fica difícil não se entregar. Quando nos deparamos com poetas, loiros, altos ou carecas, dá até vontade de chorar. As lágrimas que caem são de pura emoção a cada detalhe que desvendamos, e é tanta coisa pequena que de pouco em pouco vai construindo um ser esplendido capaz de nos desmanchar por dentro. São detalhes, tantos e impecáveis que não dá pra crer que seja cabível em um único ser. Mas é verdade, a mais pura veracidade e estar perto de seres tão iluminados nos faz querer ser grandes ainda que nos sintamos tão pequenos. É doloroso deixar aquele olhar a desejar, sem poder na mão tocar. Mas sei que o caminho há de nos mostrar outras oportunidades de nos encontrar. Porque poetas podem até cantar partidas, mas nunca dizem adeus.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Aquecimento

Nas janelas mais escuras, aquela que nem pano limpo clareia o embaçado, encontro na confusão o brilho de um olhar. Não que ele tenha uma luz tão vibrante, mas sua força vem do calor, de carinho. Eu, que lutei tanto por este amor, mal o vi chegar. Apenas corro contra o vento, sem deixar nada para trás, afinal nada me pertence. Talvez eu corra por mais aventuras, ou até mesmo desventuras. Talvez o tempo me amadureça como fruta que espera por cair do pé. Mas talvez, esta corrida que me aquece os pulmões e me avermelha as bochechas possa dar conta de toda euforia que carrego em um só peito. O corpo resiste até onde pode, até quando não aguenta mais seguir em frente. Mas ele aguenta, quando a alma não se arrebenta. Enquanto ela se invade de flores e incentivos, tudo é mais bonito, mais fácil de seguir em frente. Mas quando surge a dúvida, o trêmito de novo, é preciso dar partida. Coloco o tênis, amarro bem forte para que ele não solte mais.

Eu sei que só falo disso, mas sou toda amor.