segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os poetas nunca dizem adeus

Girassóis cantam o vento, espalham a cor de sua juventude. Poetas sopram palavras, encantadas que florescem ao anoitecer. Pessoas são sempre diferentes e ainda que semelhantes cada tom tem sua peculiaridade. Não sei se acontecimentos são por acaso, nem se um coração pode pertencer a uma pessoa só. É tanto amor, tanta beleza escondida e esclarecida nas esquinas, é realmente muita festa em cada encontro. Os desencontros, ainda que confusos, vivem nos dizendo alguma mensagem, vale a pena guardar a essência em um frasquinho perdido na areia. E quando a gente acha um olhar que combina com o nosso, fica difícil não se entregar. Quando nos deparamos com poetas, loiros, altos ou carecas, dá até vontade de chorar. As lágrimas que caem são de pura emoção a cada detalhe que desvendamos, e é tanta coisa pequena que de pouco em pouco vai construindo um ser esplendido capaz de nos desmanchar por dentro. São detalhes, tantos e impecáveis que não dá pra crer que seja cabível em um único ser. Mas é verdade, a mais pura veracidade e estar perto de seres tão iluminados nos faz querer ser grandes ainda que nos sintamos tão pequenos. É doloroso deixar aquele olhar a desejar, sem poder na mão tocar. Mas sei que o caminho há de nos mostrar outras oportunidades de nos encontrar. Porque poetas podem até cantar partidas, mas nunca dizem adeus.

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