quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Taí


Amar é uma coisa pra gente doida. Que se abre, se entrega, se doa, mesmo sabendo que o risco é alto de se apaixonar. De se machucar. Às vezes me pego toda boba, amando o passado. Às vezes me espanto, com o amor que aflora em minha essência logo no amanhecer do dia. Às vezes, um simples sorriso já me quebra as pernas e eu sento pra respirar. É, na grande maioria dos casos, eu suspiro de olhos fechados. Tomo meu tempo, vou contra o vento só para o coração não ficar batendo à toa. Mas é tudo uma pequena sacanagem que acostumo meu corpo, para ele pulsar mais devagar. Num ritmo menos frenético, mais orgânico. Afinal, até o que é pleno, até a paixão, mesmo as cicatrizes que sangram uma gota todo dia. Tudo, completamente tudo na vida passará.

É uma dança bonita, um mistério cítrico que arde a pele em contato. Que morre e renasce incessantemente, como uma fênix no auge de sua existência. Tai uma vantagem que nasce só pra quem sorri para o alto, abre os braços e não espera nada dela.

Da vida.

Um comentário:

  1. e dom com as palavras não acaba.
    mto fortalecedor, compreensivo, indentificativo.
    lindo, parabens

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